Thursday, December 25, 2008

Penso? Sou? Já não sei

Se penso, não sei se sou
Se sou, já não sei se penso
Muito tempo já passou
Mas não chego num consenso

Penso, em cada vão momento
Mas a dúvida é intensa:
Eu que penso o pensamento
Ou é ele que me pensa?

Memórias que vão e vêm
Na mente, vagando a esmo
Mas será que as tenho mesmo?
Ou são elas que me têm?

Quando sonho, nunca sei
Porque é que estou onde estou
Quando penso que acordei
Sonho ainda, sonho sou.

O que penso que sou eu
Já faz tempo, está perdido
Há um eu que se perdeu?
Talvez nunca tenha havido

Sou um infinito dormir
Lutando para acordar
Sou um sonho a me sonhar
Lutando para existir

Sou mesmo? Será que sou?
Não sei! Nem me importa mais
Se há mundo, se nele estou
Se é sonho ou não, tanto faz

Será tudo fantasia?
Meu eu lírico esqueceu
Se escrevi esta poesia
Ou se ela que me escreveu.

4 comments:

Volpi Pessoa said...

Devaneio não é filosofia.

Camila said...

Será? Será?
Não sei!
Importa saber?

juliana said...

adorei

Fernanda Brescia said...

adorei [2]